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Confirmado arranque das obras na linha ferroviária

Intervenção contempla a construção das duas passagens de nível no Bairro Piscatório em Silvalde e uma na zona norte da cidade
Notícias vindas a público na comunicação social dão como confirmado o arranque das obras de renovação da linha ferroviária do norte, no troço entre Espinho e Vila Nova de Gaia, no terceiro trimestre de 2020.
Este plano contempla a construção das duas passagens de nível no Bairro Piscatório em Silvalde e uma na zona norte da cidade, no Rio Largo.
A Câmara Municipal de Espinho congratula-se por ver formalmente anunciado o arranque de uma obra que contempla três infraestruturas ferroviárias, ainda que com um atraso de dez anos.
Trata-se de uma reivindicação da autarquia, e muito particularmente da população do Bairro Piscatório, na sequência da obra do enterramento da Linha do Norte que afectou a segurança e o trânsito de pessoas naquela zona do concelho a sul e na parte norte da cidade de Espinho.

Notícia Diário de Aveiro (05/02/2020):
A renovação do troço da Linha do Norte, entre Ovar e Gaia, vai ser adjudicada a uma construtora espanhola. Ao respectivo concurso público internacional, as empresas portuguesas ou não concorreram ou apresentaram preços acima do valor base, ficando apenas em jogo as construtoras espanholas do consórcio da Azvi e da Sacyr.
A renovação da Linha do Norte, no troço entre Válega e Espinho, que deveria ter ficado pronta no final de Setembro do ano passado, tem, agora, "execução prevista entre 2022 e 2023".
Ao invés, entre Espinho e Gaia, os trabalhos vão mesmo começar no terceiro trimestre deste ano e vão durar até ao segundo trimestre de 2022, ou seja - e mesmo assim -, com quase três anos de atraso. 
O presidente da Câmara Municipal de Ovar, Salvador Malheiro, tem chamado a atenção para a coincidência de ser sempre o troço de Ovar a ser adiado e repete que "o Governo não se tem portado bem connosco porque o projecto está concluído há muitos anos". Na "descrição sucinta" dos trabalhos é referida a "renovação integral da via", a "implantação de duas novas vias com 750 metros de comprimento útil", a "construção de passagens desniveladas rodoviárias e pedonais" e a "construção de novos cais de passageiros nas estações e apeadeiros", bem como "trabalhos de catenária, incluindo a substituição integral do sistema de catenária entre o quilómetro 318,600 e o 332,780".
O projecto envolve um total de investimento elegível de 159 milhões de euros, correspondendo a um apoio do Fundo de Coesão de 119 milhões de euros. 
O secretário de Estado das Infraestruturas declarou, em despacho ontem publicado em Diário da República, "a utilidade pública, com carácter de urgência, da expropriação do bem imóvel e direitos a ele inerentes, necessário à execução da obra de construção do Edifício de Mercadorias de Ovar - quilómetro 306,700 a quilómetro 306,800, no sub-troço 3.3 Ovar/Gaia, da Linha do Norte". 
Considera-se que, para a implementação da empreitada de sinalização (fase 2A: Ovar/Gaia, da Linha do Norte) e de modo a cumprir os prazos fixados, torna-se necessária a construção de um edifício técnico na futura Estação Técnica de Ovar (zona também do futuro Terminal de Mercadorias de Ovar) ao PK 306,766, da Linha do Norte, para a instalação de equipamentos de sinalização e telecomunicações.
"A construção deste edifício terá repercussões positivas na vertente ferroviária, de que se destacam uma melhor gestão da frota ferroviária no troço entre Ovar e Esmoriz, que passa a ter instalações de sinalização e telecomunicações e um incremento das condições de segurança da exploração ferroviária, o que configura uma situação de interesse público com carácter urgente", refere o despacho.
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