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Antiga Fábrica de Conservas Brandão Gomes - FACE

Conta-se que por volta de 1776, após a chegada ao Furadouro de um industrial francês - Jean Pierre Mijaule - a população de Espinho inicia o processo de fixação permanente, devido à descoberta do processo da salmoura.

Jean Pierre Mijaule e seus operários catalães conheciam o ”segredo" da conserva da sardinha, permitindo vendê-la para exportação, ao preço por ele estabelecido, durante a época baixa de pesca.

Certo dia um pescador mais corajoso, trepou ao telhado da fábrica do industrial francês e, espreitando lá para dentro, através de uma frincha deixada aberta por uma telha mal colocada, reteve o método.

Acabara-se o "segredo” e o monopólio da sardinha. As populações puderam fixar-se devido ao processo da salmoura que permitia resolver o problema económico quando o mar se ”fechava”.

A rentabilidade da pesca passou a ser diferente devido à possibilidade de conserva dos excedentes, surgindo assim vários armazéns para a salga de peixe.

A conserva de pescado, fruto da evolução, adquire moldes industriais, tornando Espinho num dos pontos de primazia da indústria conserveira, acompanhando as inovações da Revolução Industrial de então.

Os fundadores da nova fábrica construída em Espinho, a "Brandão Gomes”, acompanharam o espírito inovador da época, proporcionando ao local, um empreendimento com papel fundamental no seu desenvolvimento.

O magnífico edifício, com características arquitetónicas de grande beleza, ainda hoje resiste ao tempo, estando agora completamente recuperado e ao inteiro serviço da cultura da cidade. O FACE- atual Fórum de Arte e Cultura de Espinho.


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