EM ESPINHO
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Turismo
Resenha Histórica

Como revelar uma cidade de mais de 30.000 habitantes em duas palavras?

Que aspetos selecionar da curta mas rica história de Espinho, hoje urbe moderna em pleno desenvolvimento, estância turística que acolhe todos os anos, sobretudo nos meses de verão, milhares de visitantes?

Começar por contar a lenda de um nome - do nome de Espinho - pode ser um bom princípio.


"ÉS PIÑO”
Em tempos muito recuados, uma pequena embarcação que navegava junto à costa foi apanhada em muito mar (mar mau, encapelado, furioso) e naufragou.

Dois homens, espanhóis da Galiza, sobreviveram à tragédia, diz a lenda que mercê de uma promessa feita a Nossa Senhora de construírem uma Capelinha em Sua honra se Ela lhes possibilitasse a salvação.

Quando sentiram chão firme debaixo dos pés, os dois homens – Eugénio e Márcio Esteves, segundo a Monografia de Álvaro Pereira - tomaram o facto por milagre e construíram à beira praia uma pequena igreja (Capela dos Galegos).

Mas o que da lenda interessa fundamentalmente reter é o diálogo que os dois galegos tiveram quando, ainda mal refeitos do susto, detiveram a sua atenção na prancha de madeira em que se tinham posto a salvo: dizia um que ela era feita de castanho, mas o outro, perentório no seu falar galego, garantia: "No! És Piño!” E daqui terá havido nome de Espinho.

Há, evidentemente, hipóteses mais credíveis do que esta. Nas memórias sobre os Forais das Terras Portuguesas pode ler-se (citado da Monografia de Álvaro Pereira): "(….) Espinho deve o seu nome a uma penedia espiniforme, a qualquer espinhaço da praia: há ali um lugar chamado Espinho de Terra, indicando um espinho de mar”.

Por outro lado, há quem entenda que Espinho deve o nome a um lugar que pertence, hoje como há mais de 200 anos, à freguesia de S. Félix da Marinha-Villa de Spino.


O POVOAMENTO
Há mais de 200 anos, uma colónia formada por famílias de pescadores de Ovar, deslocou-se até este lugar com o objetivo de sondar a fauna marinha, principalmente sardinha, a um tempo de larga utilização na indústria e na adubagem das terras, para além do seu uso alimentar. Tratava-se de encontrar um lugar suficientemente próximo do Porto que permitisse colocar o pescado naquela cidade em boas condições de utilização, já que se desconheciam processos de conservação.

Nos primeiros tempos estes "ovareiros” (daí o nome vareiro) permaneciam na costa apenas durante a companha, regressando à Terra Natal no inverno, quando o estado do mar impossibilitava a pesca em segurança.

Nómadas em certo sentido, estes primeiros colonos não construíram habitações. Abrigavam-se, à noite, sob os barcos voltados ao contrário. Para fazer compras, registar os filhos ou enterrar os mortos, era a Ovar que se dirigiam. E era ainda na vila-mãe que, no Inverno, época baixa de pesca, se dedicavam a uma agricultura de subsistência.

A fixação da população em Espinho começou a fazer-se por volta do ano de 1776, após a chegada ao Furadouro do Industrial Francês Jean Pierre Mijaule, que conhecia o "segredo” da salmoura da sardinha, que permitia a sua conservação e venda durante a época baixa da pesca. Era negócio lucrativo e, por isso, a todos quantos revelamos desejo de conhecer o "segredo", o senhor Mijaule respondia com um definitivo não.

Certo dia, porém, um pescador mais corajoso trepou ao telhado da fábrica do industrial francês e espreitando por uma frincha aberta reteve o método.

Acabado o "segredo" da salmoura os pescadores começam a fixar-se resolvendo o seu problema económico quando, no Inverno o mar se "fechava".

Surgem as primeiras habitações - os palheiros - dos pescadores já sedentarizados. Estas eram feitas em madeira com os telhados revestidos a terra, havendo uma total indisciplina na sua implementação.

A transição da madeira para a pedra foi um processo lento e teve uma fase intermédia em que os palheiros passaram a ostentar fachada principal em pedra e cal.

Mais tarde, muitas destas habitações haveriam de ser adquiridas por famílias de posses e submetidas a melhorias, vindo assim a formar-se a colónia balnear de Espinho.

Em menos de meio século, Espinho tornar-se-ia uma das praias de primazia do Norte de Portugal.


ESPINHO HOJE
Um salto no tempo para dizer o que se faz e o que se tem hoje neste concelho?

Espinho é uma cidade moderna, estância turística de alto nível que acolhe milhares de visitantes nacionais e estrangeiros ao longo do ano. Para isso concorreram duas razões fundamentais: em primeiro lugar, o facto de esta cidade possuir um dos melhores climas da Europa (baixa amplitude térmica: 23º C no Verão e 12ºC no Inverno); em segundo lugar, a circunstância de ser uma concorrida zona de jogo, fator a um tempo de atração turística e de desenvolvimento.

A poucos Kms do Aeroporto Sá Carneiro no Porto, a cidade de Espinho possui fáceis e rápidas vias de comunicação com o país e estrangeiro, estando também diretamente ligada a duas grandes cidades portuguesas pela espinha dorsal das comunicações do País – a Linha do Norte - e é ainda início do Caminho de Ferro do Vale do Vouga, que dá acesso à formosíssima região que vai desde a beira-mar até Aveiro, cheia de belezas panorâmicas e artísticas.

A quem a visita, a cidade de Espinho tem para oferecer, além das suas formosas praias, cheias de luz e cor, muitos outros atrativos: possui o mais antigo Campo de Golfe da Península Ibérica, um Aeródromo, Casino, Nave Polivalente, Complexo de Ténis, Hipismo, Piscinas, Centro Multimeios, Fórum de Arte e Cultura integrando o Museu Municipal, Hotéis de alta qualidade, Pousada da Juventude, Campismo, a maior Feira Semanal do País e um Balneário Marinho de Talassoterapia, único em Portugal. (ver infraestruturas)

No âmbito cultural, várias atividades realizadas ao longo do ano, são motivo de atração de nacionais e estrangeiros, destacando-se o Festival de Cinema de Animação, o Festival Internacional de Musica, os Desfiles Etnográficos, o Festival de Folclore, os diferentes Eventos Culturais e Desportivos, entre inúmeros outros.

Muito mais haveria a dizer de Espinho - alegre cidade cortada por largas ruas em quadrados simétricos - mas, acima de quanto possa imaginar, creia que lhe será mais proveitoso seguir este conselho: visite esta Cidade aprazível para julgar!



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