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Arte Xávega

A arte de arrastar, Xávega ou Xávena, utiliza-se nesta praia na pesca da sardinha.

A rede é constituída por um saco de malha mais fina onde se aprisiona o peixe.

Este saco é formado por painéis com oito muros separados. As partes laterais da rede a que se chamam mangas, são constituídas por cinco peças cada uma.

Todo o conjunto é contornado por pequenos pedaços chamados chumbadas e pequenas bóias de cortiça que sustentam a rede à flor da água, denominadas por pandas.

Numa das extremidades do saco, prende-se também um flutuador, muitas vezes em forma de pipo.

As mangas têm por continuidade cordas de 25 a 30 metros.

O barco entra no mar, deixando ficar em terra uma ponta de cabo e quando estiver a 3 ou 4 km da costa, é lançada a rede.

Depois desta operação os pescadores voltam para terra, trazendo o cabo de mão da barca.

Juntam os cabos nas cordas e puxam com juntas de bois, assemelhando-se a trabalho agrícola, se der azo à imaginação.

Ao chegar a rede a terra, o peixe é separado e disposto em pequenos lotes para ser leiloado, normalmente acompanhado do praguejar inofensivo das nossas vareiras.

Este espetáculo pitoresco da venda do peixe, é feito a lanços e de tal maneira apressado, que só o leiloeiro e as vareiras o entendem.

Saem então para a rua as nossas mulheres, percorrendo a cidade de canastra à cabeça e andar elegante, apregoando com cantoria…

De Espinho viva!
Sardinha do nosso mar…
Vivinha a saltar!
Ó que rica para assar…



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