Cultura
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CINANIMA '19 já decorre no Centro Multimeios

Ante-estreia da longa-metragem "A Extraordinária Viagem de Marona" marcou a abertura da nova edição do festival de animação
A 43ª edição do Cinanima-Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho arrancou na passada segunda feira (11nov.) e, no decorrer da sua duração terá 113 filmes em competição, exibindo também uma secção especial com obras sobre os oceanos.
Na sessão de abertura, o Cinanima contou com a presença de Vicente Pinto, vice-presidente da Câmara Municipal de Espinho, numa noite que ficou ainda marcada pela exibição do filme "A Extraordinária Viagem de Marona" (2018), da realizadora Anca Damian, que também esteve presente nesta ante-estreia nacional. Esta longa-metragem entrará no circuito de exibição mundial em janeiro do próximo ano.

De acordo com a organização do evento, o cartaz competitivo de 2019 representa a seleção das melhores obras entre 1.367 candidaturas ao festival de cinema que é o mais antigo do país e o terceiro do mundo com mais longevidade no segmento específico da animação.
"O Cinanima não se reduz a um concurso de filmes e muito menos a um mero conjunto de sessões de cinema de animação. Existe aqui uma clara preocupação em fomentar e divulgar o cinema de animação de autor e o interesse por esta arte, e a melhor forma de o fazer é apostar na componente formativa", declarou à Lusa o diretor do festival, António Cavacas.
Essa estratégia passa pela oferta de 'masterclasses' durante o certame, que este ano conta com o apoio da Fundação Altice para levar formação a Espinho, Porto, Matosinhos e Barcelos, e concretiza-se também durante o resto do ano, com programas educativos destinados a iniciar na Sétima Arte os alunos de várias escolas de Espinho e Ovar.
Outra vertente dessa política formativa é o próprio programa não-competitivo do Cinanima que, entre 237 filmes, aposta em "sessões temáticas que foquem assuntos na ordem do dia" e este ano está, por isso, centrado na "problemática dos oceanos, como símbolos das alterações climáticas e da necessidade de lutar pela preservação do ambiente e do planeta".
António Cavacas realça, aliás, que da preocupação com os 'habitats' marinhos resultará uma mostra "variada e muito rica de diversos estilos e abordagens sobre o poder inspirador e a força dos oceanos, que é tema recorrente no cinema de animação de autor".
Quanto à mostra competitiva da 43ª edição do festival, embora as candidaturas tenham diminuído de 1.508 para 1.367 entre 2018 e 2019, há este ano 113 obras em disputa face às 103 do ano passado. Aumentou agora a abrangência geográfica dessa seleção, já que os 43 países representados no evento no ano passado passaram na presente edição a 72.
O júri constituído por Margarida Madeira, Mário Gajo Carvalho e Regina Machado distribuiu da seguinte forma os 113 selecionados: 50 competem na secção de curtas-metragens, quatro na categoria de longas e 33 na de filmes dirigidos por estudantes, ao que se juntam ainda 16 candidatos ao Prémio Jovem Cineasta Português e 10 ao Prémio António Gaio.
Entre a totalidade dos filmes portugueses, há três que também competem pelo Grande Prémio Cinanima, que é a disputa geral entre curtas, longas e jovens realizadores. São eles "Tio Tomás - A contabilidade dos dias", de Regina Pessoa, "Purpleboy", de Alexandre Siqueira, e "A Mãe de Sangue", de Vier Nev.
O festival Cinanima decorre em várias salas de Espinho e de outras cidades da região Norte, entre as quais a Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto, onde a própria Anca Damian orientou uma 'masterclass' no mesmo dia da abertura do festival.

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